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PF realiza operação na Casa e na ONG da vereadora Karina

A Polícia Federal de Campinas (SP), em parceria com a Controladoria Geral da União (CGU), cumpre na manhã desta terça-feira (31) um mandado de busca e apreensão em Pedreira (SP), e seis em Jaguariúna (SP), que incluem a residência da ex-jogadora de basquete Karina Valéria Rodrigues e a sede da organização não-governamental (ONG) Pra Frente Brasil, gerenciada pela ex-atleta. A operação "Gol de Mão" faz parte das investigações sobre a suspeita de desvio de dinheiro do convênio firmado com o programa Segundo Tempo, do Ministério do Esporte.
Em novembro do ano passado, o programa "Fantástico", da TV Globo, mostrou que para fazer 180 núcleos de esporte educacional no estado de São Paulo e incentivar 18 mil crianças, adolescentes e jovens à prática de esportes, a entidade teria direcionado licitações para beneficiar empresas de parentes e pessoas ligadas à ex-atleta e vereadora de Jaguariúna.

Em nota, a Polícia Federal informou que, em relatório produzido pela Controladoria Geral da União, utilizado pela PF para início das investigações, a ONG recebeu do governo federal, entre os anos de 2007 e 2011, em torno de R$ 30 milhões, além de uma contrapartida das cidades paulistas de Batatais, Guarujá, Itapira, Iracemópolis, Ibaté, Marília, Pedreira, Presidente Prudente, Oswaldo Cruz, Ourinhos, Sumaré, Taboão da Serra e Tuiuti, calculada no montante de R$ 3.575.629,60.

Segundo a investigação, a ONG deveria desenvolver atividades esportivas educacionais e atender a cerca de 18 mil crianças, adolescentes e jovens, porém, além do número substancialmente menor de beneficiados, não forneceu os serviços e materiais esportivos em qualidade e quantidade que declarava.

Entre as diversas irregularidades, segundo a PF, apura-se a existência de vínculos entre pessoas que trabalharam para as empresas fornecedoras e a ONG, "desproporcionalidade entre o material esportivo adquirido e a estrutura física dos locais de treinamento, pagamentos antecipados de valores para fornecimentos que ocorreriam ao longo do tempo, falta de aplicação financeira de recursos não utilizados e a não localização de 1.547 bolas de futebol de campo", de acordo com nota.

Além disso, alguns dos locais de busca são de endereços residenciais em que foram
estabelecidas empresas de fachada, fornecedoras que receberam milhões de reais da ONG. Segundo a Polícia Federal, para disfarçar a fraude, a ONG mudou por diversas vezes a sua diretoria, tendo a investigação apurado que a mesma era constituída por pessoas próximas à criadora da organização, em geral parentes entre si, incluindo até pessoas de idade avançada, como é o caso de uma vice-diretora, nascida no ano de 1927.

Os possíveis crimes praticados são fraude às licitações, sob penas que podem chegar a 6 anos de detenção, além de multa, além de crimes de peculato (2 a 12 anos de reclusão e multa), e formação de quadrilha (1 a 3 anos de reclusão).

Com informações e foto: G1/Campinas
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