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Zulmira Rapagna é escolhida mãe-símbolo 2012

A Associação Comercial e Empresarial de Amparo (ACEA) divulgou o resultado do Concurso Mãe-Símbolo 2012. 

A homenageada do ano, que representará todas as mães da cidade, sendo marcada para sempre como a 38ª Mãe-Símbolo Amparense, é a senhora Zulmira F. Rapagna de 89 anos.

Zulmira é moradora do distrito de Arcadas, teve três filhos, tem sete netos e sete bisnetos.

A carta foi escrita por sua filha Márcia A. Rapagna de Almeida, carregada de emoção e com um extremo capricho, na qual continha até o desenho de uma flor. Flor que representa a delicadeza de todas as mães e, em especial da sua.

A homenageada casou-se com um Expedicionário, Pedro Rapagna, após aguardar sua volta da 2ª Guerra Mundial. Teve como ofício a culinária, cozinhava e confeccionava bolos para aniversários e casamentos, com o qual auxiliava o sustento da família. 

A escolha de Zulmira, vem para reforçar ainda mais a quebra de um mito, no qual se acreditava que somente mães com muitos filhos seriam eleitas, algo que não acontece já há alguns anos.

Neste domingo, Dia das Mães, teremos uma missa em homenagem à Sra. Zulmira, que será realizada na Igreja Nossa Senhora Aparecida de Arcadas.

No sábado, dia 19, teremos mais homenagem para esta grande mulher, haverá um jantar no Lions Clube de Amparo, às 19h30, no qual ela receberá diversas homenagens e ainda a passagem de faixa, que será feita pela Mãe-Símbolo 2011, Edna Facca.

A ACEA parabeniza essa lutadora e toda a sua família e agradece a todos que inscreveram suas mães, pedindo que não desistam, que tentem novamente no ano de 2013, pois todas as cartas foram emocionantes, tornando a escolha muito difícil. 

A promoção tem o apoio de: Amparo News, Universo, People Computação, Good Frango, Martinelli Imports, Auto Posto 2000, A Tribuna, Dagmar News, Doces Kelli, Agito Amparo, Gráfica Foca e Lions Clube.

 A entidade deseja também um feliz Dia das Mães para todas as mães, afinal, “Ser Mãe é ter superpoderes, e ainda amar incondicionalmente.”
Confira a carta vencedora:

“Escrevo para lhes contar um pouco da história de minha mãe, Zulmira F. Rapagna.
Casou-se com o Expedicionário Pedro Rapagna, depois de esperar quatro anos sua volta da 2ª Guerra Mundial (1945). Desse casamento teve 3 filhos, Sérgio, Paulo e Eu.

Hoje, viúva, vivemos juntas, eu, meu marido e ela, pois quando ficou viúva, eu prometi que nunca a deixaria sozinha.

Passamos por muitas dificuldades desde criança. Sempre trabalhou para ajudar meu pai. Se não fosse viúva, estariam completando mais ou menos 60 anos de casados. Dos três filhos biológicos, restou dois, Paulo e eu, sendo que o primeiro, Sérgio, faleceu de febre maculosa, aos 45 de idade; foi onde ela começou uma depressão que ainda hoje a judia muito.

As vezes eu a encontro chorando. Minha mãe sempre foi carinhosa e prestativa, além dos seus filhos, amparou muitos outros, que a considera como mãe. Cozinheira e confeiteira, fazia comidas deliciosas e confeccionava bolos para aniversários e casamentos, essa era a profissão dela e era assim que ajudava meu pai financeiramente.

Quando descobri que poderia escrever para homenagear minha mãe, gostei da ideia, pois sempre pensei em homenageá-la porque, para mim, ela é a melhor mãe do mundo.

As vezes me aborreço em pensar que um dia posso perdê-la. 

Tudo que aprendemos com ela, carinho, compreensão, amor, caráter e humildade estão em prática.
E assim vamos vivendo...

Infelizmente hoje minha mãe, tem 89 anos de idade, e caminha lentamente, é hipertensa e sofre do Mal de Alzheimer. As vezes nem conhece os próprios filhos, mas, em compensação, se lembra de coisas que marcaram sua vida no passado.

Enfim, se eu pudesse contar tudo o que sei sobre minha mãe, com certeza escreveria um livro.
Gostaria que vocês lessem esta carta com carinho, independente de minha mãe ser escolhida, estou satisfeita em poder participar, pois, à minha maneira eu já estou a homenageando.
A verdadeira se faz com a pessoa presente.”

Márcia A. Rapagna de Almeida
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