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Rafael Leopoldi | Comunidade do bairro do ribeirão luta por escola Dr. Coriolano Burgos




A última semana foi bem movimentada no bairro do Ribeirão em Amparo, tudo devido a uma possível mudança na Escola Estadual Dr. Coriolano Burgos. No começo do ano o governador de São Paulo, Geraldo Alkimin (PSDB) aprovou o novo projeto para a educação do ensino médio que prevé a implantação do Ensino Médio de tempo integral, que funciona das 7h até as 16h30 e está aos poucos modificando as escolas estaduais para se adequarem a este novo projeto.

Hoje existem 16 escolas no Estado que já funcionam e duas escolas de Amparo estavam para ser incluidas nesse projeto. Conversando com alguns profesores e cordenadores de escolas estaduais percebi que todos concordam em dizer que o projeto é perfeito, mas apenas no papel, enquanto que na pratica os problemas são maiores que os beneficios, e não apenas para alunos e profesores das escolas que entram no projeto, mas com todas as outras escolas da cidade e da região.

Segundo moradores da comunidade uma alteração na forma de funcionamento da escola iria trazer um grande problema para os alunos, pois grande parte deles tem algum trabalho ou fazem algum curso profissionalizante no periodo da tarde. Assim grande parte deles teriam que mudar de colégio, mas a maioria dos outros colégios da cidade estão com as capacidades praticamente esgotadas. Sem contar que o projeto prevé que a escola seja especifica para o Ensino Médio Integral, o que faria com que os cursos do noturno e do EJA (Educação de Jovens e Adultos) fossem retirados do colégio. E a pergunta que fica é: Onde os estudantes do periodo noturno iriam estudar? E os do EJA?

Sem contar os profesores, que muitos deles teriam que mudar de escolas, perdendo turmas e consequentemente perdendo rendimentos. Em um momento em que todos falam na necessidade de valorizar os profesores, de dar aumento significativos para que bons profissionais se interessem no oficio do magistrado, se instala um projeto que desestabiliza a carreia dos profesores.

Por isso que a comunidade se uniu em torno de manter a E. E. Dr. Coriolano Burgos e em apenas 3 dias reuniu quase 1.500 assinaturas em um abaixo assinado pedindo a não inclusão do colegio neste novo projeto.

O barulho que a movimentação fez chegou aos ouvidos da diretora dirigente de Ensino de nossa região e ela entrou em contato com o Secretário de Educação do Estado de São Paulo que não acabou não incluindo as escolas de Amparo neste novo projeto.

Não estamos aqui dizendo que o ensino dos colegios estaduais de Amparo são ótimos, mas que uma mudança como essa deixaria muitos alunos sem condição de continuar seus estudos. E mostra como a união de uma comunidade pode fazer a diferença. A comunidade definiu uma causa e em 3 dias conseguiu mobilizar um número impressionante de pessoas defendendo uma escola que a décadas educa os seus jovens.

Esse é o tipo de mobilização que nossa sociedade precisa para que muitos dos problemas atuais sejam resolvidos. É com a força da sociedade que podemos fazer a diferença.
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