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PT usa Campinas em barganha para eleição na Capital

O PT estadual iniciou uma articulação para tentar romper a aliança entre o PSB e o PSDB em Campinas (SP), anunciada no mês passado. A ideia é integrar a futura chapa do deputado federal Jonas Donizette (PSB) à Prefeitura de Campinas em outubro, abrindo mão da candidatura própria. Em troca, o PT quer o apoio do PSB ao ex-ministro Fernando Haddad (PT) na disputa municipal em São Paulo — os partidos são aliados no âmbito federal, mas no Estado o PSB é um histórico parceiro dos tucanos.

Com a entrada do ex-governador José Serra (PSDB) na corrida eleitoral da Capital, o sucesso da candidatura de Haddad ficou ameaçado — a sete meses do pleito, as intenções de voto do petista patinam nos 3% —, o que deflagrou a articulação do PT. O assunto foi antecipado pela coluna Xeque-Mate, do Correio, no início deste mês. Ontem, a coluna também informou sobre uma reunião entre Jonas e o presidente estadual do PT, Edinho Silva, na segunda-feira, em que a proposta de aliança foi apresentada pelo petista.

Apesar de já ter sido anunciada oficialmente, a aliança entre PSB e PSDB, como qualquer outra do gênero, só será formalizada após as convenções partidárias, a partir de junho. Até lá, mudanças podem ser efetuadas.

Nos bastidores, ninguém se atreve a dizer que o acordo está 100% fechado entre os dois partidos, mas as probabilidades de que ele seja rompido são consideradas remotas pelas lideranças. O presidente do diretório municipal do PT, Ari Fernandes, disse que as conversas ocorrem não só no âmbito municipal, mas também estadual e, principalmente, nacional. “Nesse último caso, se Campinas representar algo muito importante para o PSB, vamos fazer o jogo. Mas acho muito pouco provável que a aliança (entre PSB e PSDB) seja rompida”, disse o petista.

Plano B
Há ainda um “plano B” cogitado por algumas lideranças nacionais do PT — como o deputado federal Cândido Vaccarezza — que seria apoiar o atual prefeito de Campinas, Pedro Serafim (PDT), caso este vença a eleição indireta para o mandato-tampão, em 10 de abril, e se cacife para disputar o pleito de outubro.

Para convencer a direção do PSB a avalizar uma aliança com Haddad na Capital, o PT apresentou uma relação de municípios onde pode ceder a vice ou a cabeça de chapa ao aliado. Os socialistas esperam receber o apoio do PT em cidades estratégicas como Campinas, Franca, Taubaté, Taboão da Serra e Itanhaém, além de municípios em outros estados. O pedido foi feito pelo presidente nacional do PSB, governador Eduardo Campos (PE), ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Sem chance
Figurinha mais disputada do momento, Jonas afirmou ontem aoCorreio que não existe possibilidade de a parceria com o PSDB ser rompida. “Tenho um compromisso político que assumi com o PSDB, que terá um vice na minha chapa. O que existe é uma manifestação do PT em apoiar a nossa candidatura”, disse. Ele citou ainda como exemplo a capital de Minas Gerais, Belo Horizonte, onde foi possível a coligação entre PSB, PT e PSDB. “É uma engenharia política que não é fácil, mas estou disposto a conversar. Não fecho as portas”, disse.

Já Ari Fernandes refuta qualquer possibilidade de PT e PSDB integrarem uma mesma equipe de governo. “Não existe essa hipótese.”
A reportagem apurou que o PT levou pesquisas para o deputado para considerar o rompimento e apontar que a aliança com o PT seria mais saudável devido à maior aceitação do eleitorado petista que do tucano. “Conversas com políticos são naturais. Em nenhum momento, no acordo que fiz com o PSDB, o apoio em São Paulo foi um fator primordial”, declarou Jonas, sem comentar as pesquisas. “Em política, não se pode ficar parado”, disse Fernandes. A deputada estadual Célia Leão, presidente do diretório municipal do PSDB, foi procurada ontem, mas não atendeu à reportagem alegando compromissos agendados, segundo sua assessoria.

Fonte: Correio Popular
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