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GCMs de Amparo são presos, suspeitos de participarem de grupo de extermínio

Na manhã de sexta-feira (30), uma ação da Corregedoria da Polícia Civil de Campinas e do Grupo de Combate ao Crime Organizado Ministério Público (Gaeco) realizou a prisão de três guardas municipais e um policial civil das cidades de Amparo e Santo Antônio de Posse, suspeitos de integrarem um grupo de extermínio. O inquérito, que começou logo após da morte de um traficante em Amparo no dia 9 de fevereiro, investiga o envolvimento dos policiais com este e outros crimes que teriam ocorrido em um período de dois anos.

Além de cumprirem o mandado de prisão temporária dos suspeitos, expedida pela juíza Ariane de Fátima Alves Dias, do Departamento de Inquéritos Policiais (Dipo), a força-tarefa apreendeu armas, munição, computadores, fitas cassetes e documentos na casa dos policiais. Agentes da corregedoria também confiscaram o GPS da viatura da Guarda Municipal (GM) de Amparo utilizado pelos policiais. Os suspeitos devem permanecer presos por pelo menos 30 dias.

A operação começou às 3h de sexta-feira, quando quatro equipes saíram da sede da Corregedoria, no Centro de Campinas, rumo às duas cidades. O Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra) da Polícia Civil também participou da ação. Os guardas municipais de Amparo foram os primeiros a chegarem no prédio da Corregedoria, por volta das 10h30.

Uma hora e meia depois, o guarda de Santo Antônio de Posse chegou ao local, acompanhado pelo delegado da Corregedoria, Roveraldo Bataglinni. O delegado não quis se pronunciar sobre o caso, que corre em segredo de Justiça. O último a chegar ao local, às 14h, foi o investigador da Polícia Civil de Amparo.

Nenhum dos suspeitos foram ouvidos na Corregedoria. De acordo com Ministério Público, a investigação dos policias foi somente formalizada durante à tarde. A equipe também fez uma primeira averiguação do material apreendido. O policial civil envolvido no caso deverá cumprir o período de reclusão na prisão da Corregedoria em São Paulo.

Já os três guardas municipais permanecerão em Campinas. No entanto, não foi informado onde eles ficarão retidos. Após seu término, a prisão temporária pode ser prorrogada por mais 30 dias. Os policias também podem ter a prisão preventiva decreta durante este período.

O comandante da GM de Amparo, Celso Gonçalves Dias, afirmou que há 20 dias os guardas estavam afastados de serviços externos há 20 dias e participavam somente de trabalhos administrativos. “Nós já sabíamos que eles estavam sendo investigados pela morte do traficante. Além disso, eles estavam sendo ameaçados por traficantes da cidade. Por isso achamos melhor afastá-los das ruas por enquanto”, afirmou Dias.

Segundo o comandante, o traficante foi encontrado morto em uma ponte no bairro do Jardim São Dimas, em Amparo, no dia 9 de fevereiro. “Não existe provas cabais que confirmem que os guadas praticaram o crime. Ainda não tive acesso ao inquérito da Corregedoria, mas dependendo do seu conteúdo, vamos abrir uma sindicância interna para investigar o envolvimento com assassinatos”, completou o comandante.
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