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"Não foi fatalidade"; diz marido de mulher morta em tirolesa

As lembranças dos 21 anos de casamento e a difícil tarefa de reconfortar os dois filhos adolescentes motivam o advogado Marco Antônio Tavares a tentar superar a perda da esposa, que morreu em uma tirolesa em Águas de Lindóia (SP), em 20 de fevereiro. “Estou tentando me reequilibrar. Foi uma desgraça”, diz em entrevista por telefone ao Portal G1.

O advogado afirmou não ter acompanhado a perícia e prefere, na medida do possível, não entrar em detalhes. “O cabo rompeu. Parece que havia um desgaste no cabo, acho que não foi fatalidade”, afirma, emocionado. Ele informou que ainda não escolheu qual colega de profissão irá acompanhá-lo nas investigações.

Sobre o momento vivenciado pela família, ressaltou o apoio de familiares e amigos e apontou a possibilidade de contar com ajuda médica. “Provavelmente a gente (Tavares e filhos) precise de um auxílio psicológico”.

Investigações
O delegado de Águas de Lindóia (SP), Oswaldo Faria Júnior, afirmou nesta terça-feira (28) que os depoimentos de duas testemunhas presentes no sítio de turismo em que a servidora do Ministério Público, Maiza Aparecida Rodrigues Tavares, de 54 anos, convergiram para uma falha do equipamento. "Elas disseram que viram o cabo da tirolesa se rompeu", resume o delegado.

Faria Júnior informou que não pode revelar a identidade das testemunhas, já que elas não foram citadas no inquérito, aberto na quarta-feira (22). Em relação ao depoimento do marido da vítima, ele informou que expediu nesta segunda-feira (27) uma carta precatória para que o depoimento seja ouvido no bairro Tatuapé, em São Paulo, onde reside Tavares. “Não existe uma data. O advogado local irá receber a carta e convocá-lo”, explica.

O delegado não soube dizer quantas testemunhas ainda espera ouvir. O proprietário do Sítio Monte Alegre, onde ocorreu o acidente, já foi ouvido. Joel Raimundo de Souza é vereador do município. A polícia aguarda os laudos do Instituto de Criminalística (IC), cujo resultado deve ser apontado em até 30 dias. “É provável que o proprietário seja novamente ouvido. Vamos aguardar outras diligências”, informa Faria Júnior.

Alvará
O vereador proprietário do Sítio Monte Alegre informou que irá apresentar o alvará de funcionamento do local como turismo rural à Justiça quando for solicitado. Ele disse que a família está abalada e mantendo contato para prestar apoio e assistência à família de Tavares.

O advogado de defesa, Cristiano Avancini, afirmou que Joel, o filho de 19 anos e um funcionário que trabalhava no dia do acidente devem prestar novo depoimento nesta semana. Ele não confirmou a data.

O vice-prefeito de Águas de Lindóia, Antonio Nogueira, garantiu que o sítio tinha alvará para funcionar com turismo rural e alegou que “não cabe à prefeitura fiscalizar a tirolesa”. O proprietário do Sítio Monte Alegre afirmou que o equipamento tinha licença para operar e disse ainda que quem operava o equipamento no momento da queda era um filho dele de 19 anos.

Com informações G1/Campinas - 29/02/2012 09:05h
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