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Marcelo Henrique | Destino de Águia



Destino de Águia

– Beber... sorver das dores, de uma em uma,
Gotas de espuma - A taça... engole-a! trague-a!
E nisto, insisto, o lume se resume:
Assume o teu destino, que é ser águia!
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Asas em brasas, fui tentar voar,
Quase a estourar as fibras do meu ser.
O Sol... novo arrebol... sofismo e cismo:
Beirando o abismo, as águias vão nascer!

Antes, bem antes de emplumado, o fado
A mim legado foi mirar além...
Do céu, romper o véu... Raios! Desmaios!
E, em meus ensaios, praticar o bem!

Hino divino entoo enquanto voo...
Como abençoo o dia em que voei!
Sozinho, o ninho – o precipício é um vício.
Doce suplício que me torna um rei!

Rastros dos astros em rotas ignotas!
Sublimes notas – quase eu posso “vê-las”.
O vento eu tento suplantar... planar...
Até cortar o trigo das estrelas!

Voando sem ter bando... um só, sem dó
Do pó da solidão que me completa,
É foz a minha voz – grito infinito!
Hoje, acredito: é bênção ser poeta!
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