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Marcelo Henrique | Poema Definição


Definição 

Eu hei de respirar a pulmões plenos 
E até retribuir sutis acenos 
Das flores para mim... 
Contemplarei a Lua e as estrelas 
E ficarei, extasiado, a vê-las 
Em mágico festim. 

Eu sou filho do Sol e irmão do vento! 
Sou livre como é livre o pensamento 
E não aceito amarras... 
Se me dizem “Poeta, é por ali...”, 
Não adianta, irmão, vou por aqui, 
Na rota das cigarras. 

Eu sou de andar descalço pela chuva, 
Abençoando cada cacho de uva 
Dos vinhos que bebi 
E bendizendo a vida – este esplendor! – 
Que nos premia com lições de amor. 
E tantas eu já vi. 

Eu sou filho do mar, das cachoeiras, 
As águas que me despem das canseiras 
Me vestem de ouro e prata. 
Esta glória que eu tenho é tão completa: 
Alma cigana que nasceu poeta, 
Eu sou filho da mata! 

Não abro mão da vida despojada 
Que tantas vezes eu deixei na estrada 
Em troca de ilusão. 
Verdade, para mim, é a luz suprema! 
Sentindo mais, eu vou rompendo a algema 
Do próprio coração.
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