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Esposa de Dr. Hélio estaria envolvida em esquema de corrupção, segundo documentos

Documentos entregues com exclusividade à EPTV/Globo no fim de semana dão detalhes das investigações do Ministério Público sobre supostas fraudes em licitações que resultaram em 20 mandados de prisão temporária, inclusive de pessoas do alto escalão da Prefeitura de Campinas.

O material mostra que o ex-presidente da Sanasa, Luiz Aquino Castrillon de Aquino, foi peça-chave nas investigações, e usou o benefício da delação premiada para denunciar o esquema e listar o nome dos envolvidos. Entre eles, está a primeira-dama de Campinas e chefe de Gabinete da prefeitura, Rosely Nassim Jorge Santos. Aquino disse à Promotoria que a escolha das empresas que venceriam a licitação era feita pela esposa do prefeito, apontando o esquema de favorecimento dos contratos públicos.

Por optar pela delação premiada, Aquino não foi preso na megaoperação da Corregedoria da Polícia Civil na sexta-feira (20), que prendeu 11 pessoas, entre elas Aurélio Cance Junior, diretor técnico da Sanasa, Marcelo de Figueiredo, ex-diretor comercial da Sanasa, e Ricardo Chimirri Candia, ex-diretor de Controle Urbano da prefeitura. Outras nove pessoas estão foragidas, como o secretário de Segurança Pública, Carlos Henrique Pinto, o secretário de Comunicação, Francisco de Lagos, e o vice-prefeito, Demétrio Vilagra.


Impeachment


A segunda-feira em Campinas também começa com foco no pedido de impeachment do prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT). A proposta, protocolada na sexta-feira pelo vereador Artur Orsi (PSDB), está prevista para ser votada na sessão desta segunda, com previsão de plenário lotado.

É necessário o voto favorável de metade mais um dos 33 vereadores para dar início ao processo que pode resultar na destituição do Dr Hélio. O prefeito optou pelo silêncio e o manteve no fim de semana.

DEM vai votar a favor da abertura de Comissão Processante


A bancada do DEM em Campinas tomou posição favorável à instalação de uma Comissão Processante (CP) na Câmara de Vereadores, para apurar as denúncias envolvendo integrantes do alto escalão da prefeitura.

Segundo o vereador Professor Alberto, os representantes do partido em Campinas - além dele, os vereadores Dário Saad, líder do DEM na Câmara, e Campos Filho, membro da Comissão de Constituição e Legalidade da Câmara -, por orientação da executiva estadual do partido definiram pela posição favorável à instalação da CP, após reunião na manhã desta segunda-feira (23).

Segundo o Professor Alberto, a abertura da comissão vai permitir ao prefeito de Campinas, Hélio de Oliveira Santos, apresentar sua defesa em relação às graves denúncias de um esquema de fraudes em licitações e contratos públicos.

O pedido para instalação da CP deve ser votado pela Câmara nesta segunda-feira.
Se for aceito, o prefeito terá 90 dias para apresentar sua defesa.

Na sexta-feira (20),vereadores da oposição entraram com pedido de abertura de processo que pode culminar com o impeachment do prefeito Hélio de Oliveira Santos.


Prazo de 90 dias


Se o pedido for aprovado, a Câmara tem prazo de 90 dias para analisar as provas e emitir o relatório final. Caso o resultado seja pela cassação, é necessário o voto favorável de dois terços da Câmara, o que significa 22 vereadores, para que o prefeito perca o mandato. Dr Hélio não é investigado pelas suspeitas de fraudes, mas a oposição sustenta que ele tem responsabilidade, porque é quem indica os integrantes do seu governo.

Vice na cadeia?


Nesta terça-feira (24), a expectativa é pela volta do vice-prefeito Demétrio Vilagra (PT) da Europa, onde passa férias. Ele é um dos “procurados” pela polícia, mas a defesa dele adiantou que solicita ainda nesta segunda-feira o relaxamento da prisão. O pedido será feito junto ao juiz da 3ª Vara Criminal de Campinas, Nelson Augusto Bernardes, o mesmo que decretou as prisões do grupo, a pedido do Ministério Público.


Fora do 2º DP


Os advogados da maioria dos presos, que estão em duas celas na cadeia anexa ao 2º Distrito Policial, já decidiram que vão recorrer para livrar seus clientes das grades. A defesa dos procurados também preparam recursos, para que os acusados sequer cheguem perto da cadeia.

Augusto Botelho, que defende o Aurélio Cance Júnior, diretor técnico da Sanasa, afirmou que vai apresentar nesta segunda-feira alguma medida na Justiça para libertar seu cliente, mas não especificou se opta pelo habeas corpus. Esta opção já foi feita pelo advogado Leo Luís de Moraes Matias Chagas, que representa os empresários Emerson Geraldo Oliveira e Maurício Manduca. Os dois estão foragidos, mas o advogado não sabe se vai apresentá-los antes da decisão da Justiça.

O advogado Marcelo Pellegrini, que representa o empresário Valdir Boscato, disse que esteve no sábado com o juiz Bernardes, mas não confirmou se entrará com algum recurso.

A defesa do empresário Luiz Arnaldo Pereira Maier entrou com pedido de habeas corpus no domingo (22) no plantão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP), mas a solicitação foi negada.

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